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Artigos

03 julho 2014

Francisco Cabecinha, Presidente do FC Serpa

Presidente

“O nome e os pergaminhos do clube
exigem os lugares cimeiros

Francisco Cabecinha, 50 anos, está ligado ao movimento associativo desde 1987.

Começou no Luso Serpense, onde esteve perto de 20 anos, passou dois anos pela Sociedade Filarmónica e integrou várias direções do FC Serpa, uma das quais levou o clube ao título distrital e à III Divisão nacional.

Mais de metade da vida dedicada a clubes desportivos e associações culturais de Serpa!

No momento em que prepara o seu segundo ano na presidência do FC Serpa, faz o balanço da época desportiva que passou e perspetiva a próxima.

De palavra direta e simples, é fácil perceber as suas ideias.

-Após vários anos como dirigente do FC Serpa, com particular relevo no setor jovem, assumiu a presidência no ano passado. Que balanço faz?
-Foi, de facto, o meu primeiro mandato como presidente no FC Serpa. Já havia integrado outras direções e colaborado com o clube durante dez anos, mas foi a primeira vez que liderei a equipa. Havia problemas para encontrar uma direção no ano passado e avancei. Convidei várias pessoas que considerei capazes para me acompanhar e, ultrapassadas algumas dificuldades, lancei mãos à obra.

-As dificuldades a que se refere, e que não foram novidade no FC Serpa, ocorreram na formação da direção?
-Exatamente. Havia quem duvidasse da minha vocação para presidir ao clube, uma vez que sempre tinha estado ligado ao futebol de formação. Questionou-se, inclusive, se comigo o futebol sénior continuaria, mas isso não fazia sentido. Escolhi pessoas competentes para essa área, o que não teria acontecido se, efetivamente, quisesse acabar com ela.

-Vencidas essas dificuldades, depois foi fácil?
-Fácil, não, pois fui-me confrontando com diversas situações inesperadas ao longo do percurso. Contudo, o balanço final é, na minha perspetiva, positivo. Desportivamente não atingimos, no futebol sénior, os objetivos que gostaríamos, pois poderíamos ter ficado um pouco mais acima na classificação do campeonato e na taça também esperávamos ter feito melhor, porém acabámos com um bom nível, tendo feito uma fase final sempre em crescendo.

-Um das situações inesperadas foi a mudança de treinador. Por que razão Hugo Felício saiu?
-Bem, após duas épocas muito boas, as coisas não estavam a funcionar bem. A equipa não correspondia e fomos obrigados a tomar uma decisão. Custou-me substituir o treinador, pois tenho grande estima pelo Hugo Felício, mas, regra geral, é a solução mais habitual, até porque não há muitas opções. No fundo, aceitámos a saída quando ele próprio colocou o lugar à disposição da direção.

-Arrependeu-se?
-Não. Fizemos o que achámos melhor.

-Como avalia o trabalho de Paulo Paixão, o treinador que substituiu Hugo Felício?
-De forma positiva, sem dúvida. É claro que trabalhou com um grupo que não foi escolhido por ele, mas isso é o que acontece nestas circunstâncias. Terá, eventualmente, tido algumas dificuldades de integração, o que é compreensível, mas foi conhecendo os jogadores, tal como os jogadores também se foram habituando a ele e acabou por se integrar, tendo conseguido bons resultados. Recordo que o FC Serpa só teve duas derrotas fora de casa!

-Apesar de não se terem alcançado os objetivos iniciais, considera que a época acabou por ser razoável. É assim?
-Sim, embora o FC Serpa seja um clube de ganhar. Mas nem sempre tudo pode correr da maneira como queremos...

-E quanto à formação, uma área que domina, e que teve um projeto novo, liderado pelo Marcos Borges, com que ideia ficou?
-Tudo o que é novo exige uma avaliação mais cuidada. Fizemo-la em conjunto, avaliámos os fatores positivos e os negativos e a primeira conclusão é que aprendemos, o que é muito bom. Em termos gerais, o comportamento das nossas equipas foi também positivo. Não fomos campeões, mas em breve o seremos. De qualquer maneira, aqui o mais importante não é ganhar jogos, embora não se jogue para perder. O objetivo é formar jogadores e, nesse aspeto, acho que o futuro vai dar muitos e bons frutos.

-Pode dar-nos um exemplo?
-Sim, e não apenas um. Temos, atualmente, três atletas nas seleções da AF Beja, dois iniciados e um no escalão de infantis, o que nos dá enorme satisfação. Repito: o nosso futuro está acautelado, pois, para além de futuros campeões, também teremos futuros homens.

-O clube mobilizou perto de 100 atletas neste setor, uma quantidade notável.
-Exatamente, e participámos em quase todos os escalões. Só em juniores não foi possível, mas esta é uma situação que já não é nova, pois há um défice de jovens com estas idades, pelas razões que são bem conhecidas.

-Não se pode falar de formação sem falar dos pais dos atletas. Como é a relação entre o clube e as famílias dos pequenos jogadores?
-Há uma grande proximidade, embora essa proximidade ainda pudesse ser maior. Nota-se um afastamento gradual dos pais à medida que as crianças vão crescendo. Gostaríamos que essa realidade se alterasse e vamos tentar que assim seja na próxima temporada. De qualquer maneira, quero agradecer a todos os pais que estiveram e estão presentes e ajudam o clube pelo serviço que nos prestam. São muito importantes e sem eles era muito mais difícil levarmos a nossa tarefa a bom porto.

-Mudemos de assunto. Como está o clube do ponto de vista financeiro?
-As finanças são um problema que afeta a generalidade dos clubes. Isto não é novidade. Contudo, o FC Serpa fechou a época bem. Não somos um clube rico, só o somos em pessoas, mas terminámos a época passada com as contas consolidadas. Tivemos muito trabalho e equilibrámos as contas.

-Que significado tem esse equilíbrio?
-Que talvez seja possível começarmos a próxima época melhor do que começámos a anterior.

-Quais são as principais receitas?
-Temos as quotizações dos sócios, que não são tantos como desejávamos, mas são os possíveis e que muito prezamos; temos os apoios da câmara, da junta de freguesia de Serpa e também dos nossos comerciantes, que vão colaborando como podem. Apesar das dificuldades, é juntando a boa vontade de todos que conseguimos manter tão elevado número de jovens em atividade. A todos aproveito para agradecer muito.

-Há, também, inúmeras iniciativas do próprio clube, não só para mobilizar as pessoas, mas também para angariar fundos. Resultam?
-Sim, mas com muito trabalho. Aliás, só assim conseguimos ter as contas equilibradas, como referi. De facto, procuramos estar presentes no maior número possível de eventos que se organizam em Serpa, e até gostaríamos de estar em mais, mas compreendemos que há outras associações que também têm o direito de participar. Mas a nossa presença nessas festas ou feiras não é só para chamar a atenção das pessoas para o clube ou para angariar receitas, sentimos que é nosso dever contribuir com o máximo que pudermos para a vida das pessoas, não apenas no desporto mas em todos os aspetos da vida de Serpa. Este ano, por exemplo, até fiquei um pouco triste porque não conseguimos organizar uma marcha popular. É uma atividade que não está diretamente relacionada com o desporto mas na qual gostamos de nos envolver. Abrimos inscrições mas infelizmente não apareceram pessoas suficientes para a nossa marcha. Enfim, também é de coisas assim, menos boas, que se faz a vida do clube. Mas temos ideias para organizar torneios e outras iniciativas.

-Regressemos ao futebol para falar da próxima temporada. Foi contratado novo treinador para o futebol sénior, José Manuel Rações, um homem da casa que foi grande jogador e que também já provou ser bom treinador. Qual a razão do FC Serpa o ter escolhido?
-Já há algum tempo que vínhamos pensando nele. É apanágio do clube ter nas suas fileiras "o que é nosso", se me é permitida a expressão. O Zé Manel é de Serpa, aqui aprendeu a jogar futebol, aqui se sagrou campeão, as pessoas gostam dele, portanto fazia todo o sentido tê-lo connosco. Mas a vinda dele não tem que ver com a qualidade do trabalho do Paulo Paixão. O antigo treinador é boa pessoa e fez um bom trabalho, essas coisas não estão em causa. Simplesmente, optámos por mudar.

-Ter nas fileiras "o que é nosso" também se aplica aos jogadores?
-Claro. Isso aconteceu na época passada e continuaremos com essa política. É evidente que há sempre um ou outro que gostaríamos de ter mas com o qual não podemos contar, e também vem um ou outro jogador de fora, mas o núcleo duro é da casa. Aliás, é normal que surjam jogadores do exterior, para reforçar lugares que consideramos importantes para podermos encarar todos os jogos com o sentido na vitória.

-Percebe-se que os objetivos são elevados.
-Temos aspirações. Eu explico: partimos do princípio de que o FC Serpa é uma equipa que joga sempre para ganhar. Por isso, o objetivo é ir, domingo a domingo, ganhando sempre. Com este espírito honraremos as nossas camisolas.

-Tem ambições por uma posição na tabela em concreto?
-Independentemente do que conseguirmos, lutaremos sempre para os lugares cimeiros. O nome e os pergaminhos do clube assim o exigem.

-Tem, certamente, consciência de que, mais uma vez, a concorrência é fortíssima.
-Tenho. Sabemos que há outras realidades, mas vamos à luta com as nossas armas, pois é dentro do campo que os jogos se ganham. Repito, vamos disputar cada jogo com o objetivo de o ganhar. Se o conseguimos ou não, também depende dos adversários que, obviamente, têm uma palavra a dizer.

-Este princípio é válido para o campeonato e para a taça...
-... para todas as provas em que participamos, claro.

-A terminar, uma palavra para os sócios e para todos os adeptos. A relação entre o clube e o público é boa? Podia ser melhor?
-Tenho ideias bem claras sobre isso e já tenho falado sobre elas. Temos sorte em estar numa das terras onde as pessoas mais vão ao futebol. Andamos por esse distrito fora e constatamos, com orgulho, que em Serpa é onde se vêem mais pessoas a assistir aos jogos. É evidente que gostaríamos que viessem ainda mais. Por vezes as pessoas saem do campo tristes, pois, como já referi, se na época passada só tivemos duas derrotas fora, em casa perdemos mais jogos, o que pode provocar algum afastamento. Mas, mesmo perdendo, os nossos sócios acreditam sempre em nós.

Óptica Sousa Santos

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Centro Óptico de Serpa

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